sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Silêncio de Deus.


Se existe algo que o ser humano ainda não conseguiu digerir com relação á algumas atitudes de Deus para com o homem, este algo se chama O silêncio de Deus. É quando tudo está confuso e obscuro e você não enxerga aquela tão esperada “luz no fim do túnel”, A oração parece não ultrapassar o teto do seu quarto, na igreja, a palavra é pregada, mas não é o que você gostaria de ouvir. Deus não levanta nenhum “vaso” em profecia pra falar contigo, a Fé já não está tão viril e a Esperança já não anda de mãos dadas com você, é justamente nesse momento que você olha para o alto e solta aquela pergunta: Senhor onde tu estás? Ou Senhor fala comigo preciso te ouvir!!! Será que você já vivenciou isso alguma vez?
O que precisamos entender é, que quando Deus fica em Silêncio, Ele está trabalhando ao nosso favor, costumo dizer que o silêncio de Deus é pedagógico, ou seja, Ele está apenas nos ensinando á esperar o Tempo DELE, precisamos somente confiar em seus desígnios sabendo que o melhor está por vir. Observando as Escrituras Sagradas, nos deparamos com dois períodos longos do Silêncio de Deus na História, veja a seguir:
- “Então disse o Senhor: Com efeito, tenho visto a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheço os seus sofrimentos. e desci para o livrar da mão dos egípcios, e para o fazer subir daquela terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel; para o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu. E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim; e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem. Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tireis do Egito o meu povo, os filhos de Israel”.(Ex 3:7-11).
Este texto retrata a chamada de Moisés como o Líder que libertaria Israel da terra do Egito, segundo a história os Israelitas estavam escravizados há mais ou menos 430 anos naquela terra pagã, trabalhando duramente pelo seu sustento sendo oprimidos por Faraó todos os dias. Muitos já não adoravam mais a Deus, não havia sacrifícios e muito menos uma vida espiritual sadia, pois, a Fé havia sido sufocada pelo sofrimento e a Esperança esquecida pelo passar do tempo. É quando então Deus decide quebrar o silêncio de séculos, e resolve intervir no curso desta história, usando Moisés como uma ferramenta para libertar Israel das mãos truculentas de Faraó. O outro período que podemos citar é mais conhecido como PERÍODO INTERBÍBLICO, um período de 400 anos onde as penas dos escribas estavam recostadas, os profetas de Deus estavam calados e poucos ainda guardavam a promessa do tão esperado Messias prometido como O Velho Simeão e a Profetiza Ana (Lc 2:25-30,36-38). Uma época de grandes batalhas sangrentas, guerras entre povos, um verdadeiro caos espiritual e social. Foi então que Deus mais uma vez quebra o silêncio e levanta uma trombeta na terra chamado JOÃO BATISTA, conhecido como a voz do que clama no deserto (Is 40:3, Lc 3:4), em um momento de esterilidade profética surge a voz de João Batista servido de conexão entre o Céu e a Terra, anunciando que o Silêncio profético havia cessado, e que a boca de Deus estaria aberta para pronunciar a salvação á todos os homens. O que aprendo com essas lições, é que Deus sempre está no controle de todas as coisas, e que o “Silêncio de Deus não significa a AUSÊNCIA DELE”, Ele pode estar calado como estava naquele barco com os discípulos, porém, Ele ainda está no barco e no momento certo ELE se Levantará, acalmará a tempestade e cessará toda tormenta porque ele sabe quando e como deve agir.


Nele, o autor da Salvação!
Em Cristo;


Ev. Anderson Araújo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Trago em mim as MARCAS!!!

A tatuagem (também referida como tattoo na sua forma em inglês) ou dermopigmentação ("dermo" = pele / "pigmentação" ato de pigmentar, ou colorir) é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do mundo. Trata-se de um desenho permanente feito na pele humana que, tecnicamente, é uma aplicação subcutânea obtida através da introdução de pigmentos por agulhas, um procedimento que durante muitos séculos foi completamente irreversivel (embora dependendo do caso, mesmo as técnicas de remoção atuais possam deixar cicatrizes e variações de cor sobre a pele). A motivação para os cultuadores dessa arte é ser uma obra de arte viva, e temporal tanto quanto a vida. Existem muitas provas arqueológicas que afirmam que as primeiras tatuagens foram feitas no Egito entre 4000 e 2000 a.C. e também por nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia (maori),tatuavam-se em rituais ligados a religião.
Podemos ver na Palavra de Deus pelos menos dois textos objetivos que tratam a respeito: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criaram.” Gênesis 1:27.Aqui vemos que o homem, coroa da criação de Deus, foi feito “a sua imagem e semelhança”. Assim, o homem não precisa de complementos em seu corpo físico (externo), pois já foi feito semelhante ao Ser mais perfeito do universo. Fazer algum tipo de marca que mude esta imagem e que traga dor naquilo que é considerado o “santuário do Espírito Santo” (ver I Coríntios 3:16-17, 6:19-20) é demonstrar que não está contente com sua imagem (semelhante a de Deus) e desrespeitar a Deus."Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca nenhuma sobre vós. Eu sou o SENHOR." Levítico 19:28.Do mesmo modo que o apóstolo Paulo descreve no livro de gálatas, as únicas marcas que deveríamos trazer em nós deveriam ser ” AS MARCAS DE CRISTO”. (Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de CRISTO. Gálatas 6:17.), porém a diferença entre as marcas no “corpo” idealizada pelo sistema mundano, é que estão visíveis somente na parte exterior do homem, não há nenhuma influência na sua conduto, maneira de agir, ou em seus ideais, não acrescenta Fé, ou Amor, ou Paz, ou então a Esperança, em contra-partida as “Marcas de Cristo” expressadas pelo apóstolo Paulo, são na parte interior do homem, no coração, de onde procedem as fontes da vida.(Pv. 4:23).

Existem aqueles que desenham no corpo a palavra AMOR, porém só cultiva ódio no coração; existem os que pintam a palavra PAZ em seu corpo, porém só se encontra Guerra em sua vida; existem os que desenham “anjos” em seu corpo, porém está continuamente servindo ao diabo. Quero deixar claro que não estou apontando alguns irmãos que no passado (tempo da ignorância), foram incentivados a cometer tais marcas em seus corpos, pois quando vieram a Cristo, se tornaram nova criatura, “Pelo que, se alguém está em
Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”(II Co 5:17), suas marcas externas foram substituídas pelas marcas de Cristo, principalmente a marca do Sangue do Cordeiro, porém esta reflexão serve de alerta para aqueles que porventura acham isso normal e que não tem nada haver. Lembremos que o nosso corpo é templo do Espírito Santo e precisamos cultivar nosso Templo para que Deus venha residir nele.

Naquele que Ressurgiu dos mortos e VIVE;



Ev. Anderson Araújo.

Fonte de Pesquisa: Wikpédia / Semente da fé.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Filho Pródigo ou Filho mais Velho?

Analisando o Texto supracitado, conseguimos entender uma história não incomum ao nosso cotidiano. Uma família seleta, aparentemente estruturada onde os conflitos internos sempre colocam as suas manguinhas de fora gerando suas incompreensões e dissabores, a história segue assim:
"Certo homem tinha dois filhos. O mais moço deles disse ao pai: Pai dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres. Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente "(Lc 15:11-13).

Sempre quando lemos a parábola do filho Pródigo em primeira instância entendemos que todos os problemas daquela família resumiam-se, no filho mais novo. Já ouvimos muitas mensagens pregadas sobre este texto e muitos abordam justamente á atitude do jovem rapaz, que, diga-se de passagem, foi um tanto quanto precipitada e imatura, porém, gostaria de enfatizar a atitude do Filho mais velho que na maioria das análises feitas sobre sua pessoa acaba saindo como o bom moço da história, aquele que ficou em casa com o pai enquanto o mais novo desperdiçava os bens nos prazeres da vida. A Palavra pródigo, segundo dicionário da língua portuguesa significa Esbanjador, Exagerado, foi justamente o cognome dado ao filho mais novo entendo que ele exagerou sim quando tomou a atitude de sair de casa para Esbanjar os seus bens, porém teve a humildade e a coragem de se arrepender e retornar a casa paterna (Lc.15:17-20), provavelmente algumas coisas influenciaram este jovem a sair de casa como por exemplo a Rotina do dia a dia, ou o desejo de conhecer o desconhecido, ou até mesmo a falta de comunhão e de um relacionamento fraternal de seu irmão. (grifo meu).
No decorrer da história, o pródigo resolve voltar para casa, depois de haver perdido tudo, seu dinheiro, seus “amigos”, porém não havia perdido a humildade de voltar, de pedir perdão, de reconhecer que errou, mas, está arrependido e disposto até a pagar o preço pelo erro que cometeu, e finalmente se reconciliar com o pai... Permitamos-me fazer aqui uma pausa nesta história e analisar quantos de nós já não fomos um Pródigo na vida, exagerados, esbanjadores, quantos já não saíram da casa paterna espiritual pensando que estavam fazendo um grande negócio, desperdiçando a sua herança com os prazeres do mundo. O Jovem da parábola tomou a decisão certa de arrepender-se e tomou coragem para voltar aos braços do pai, e você que talvez não voltou e continua frustrado é hora de tomar a sua decisão.
Quando o Jovem estava beirando o caminho de casa diz a bíblia que o seu pai o enxerga de longe (Lc. 15:20), todos os dias o velho pai se punha a porta de sua fazenda esperando o regresso do seu filho, quando o avistou foi uma cena realmente comovente:
“Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés. trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se”.(Lc 15:20-24).
Mas mesmo com toda a alegria que tomara aquela casa, a festa preparada pelo pai ao filho que voltara, não foi tão apreciada pelo Irmão mais velho, pelo contrário, veja a expressão a seguir:
“Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças; e chegando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. Respondeu-lhe este: Chegou teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu então o pai e instava com ele. Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos; vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu; era justo, porém, regozijarmo-nos e alegramo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado”.
A atitude do Filho mais velho foi de indignação, pois achava que seu pai não poderia agir com misericórdia para com o jovem, ficou terrivelmente transtornado com a maneira em que seu pai agiu com seu irmão, logo, cobrou de seu pai uma resposta devido a tantos anos de trabalho que ele prestava a ele mostrando ser um bom religioso, mas um mal companheiro. Infelizmente existem muitos Filhos mais velhos dentro de nossas igrejas, que não querem ver a projeção de seus irmãos, acham que porque fazem isso ou aquilo na casa de Deus possuem alguma vantagem e que o correto é sempre ele ser beneficiado e não os outros. São pessoas que em vez de ganharem almas para o reino de Deus acabam expulsando os filhos mais novos da Igreja com sua falta de carinho e amor fraternal. O Filho mais velho cobrou do Pai uma festa que nunca havia sido feito para ele, porém, o Pai respondeu: “Filho tudo que eu tenho é teu”. Isso mostra que o Filho mais Velho morava com o pai, estava sempre com o pai, mas não tinha comunhão e nem intimidade com pai, ou seja, Tinha tudo que era do pai porém, não compartilhava das bênçãos do pai. São aqueles que estão na casa de Deus, mas não recebem vitória, pois seus interesses são meramente terrenos e carnais, esquecendo-se que o mais importante de tudo é buscar o Reino de Deus e sua Justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas (Mt 6:33).
Oremos para que a Síndrome do filho mais velho seja neutralizada em nossas igrejas e que muitos filhos pródigos tenham a alegria de retornar a casa paterna”.


Naquele que venceu a morte e o inferno;
Seu conservo;
Por Ev. Anderson Araújo.





segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Religião ou Novo Nascimento?

Em João 3.1-8, Jesus trata de uma das doutrinas fundamentais da fé Cristã: a REGENERAÇÃO, conforme cita Paulo á Tito 3.5: "Segundo a sua misericórdia nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo", ambos estão falando acerca do novo nascimento, o nascimento espiritual do homem. Sem esse novo nascimento, ninguém poderá ver o Reino de Deus, ou seja receber a vida eterna e a salvação mediante o sacrifício de Jesus Cristo na Cruz.
O que o Mestre estava querendo transmitir á Nicodemos era justamente a doutrina do novo nascimento, que era necessário uma mudança radical na sua forma de viver, pois o nascer de novo era muito mais do que um mero ritual religioso e sim, um testemunho público que envolve transformação, arrependimento, obediência, libertação, e o desejo sincero de agradar a Deus desviando-se do mal (Jo 2.3-11, 15-17, 24-29).
Nicodemos, que só aparece no Evangelho de João, é apresentado com as seguintes palavras: "
Havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus" (Jo 3.:1).
A expressão "principal" indica que ele era membro do sinédrio judaico, o famoso concílio dos setenta homens, os quais governavam os judeus naquela época. Poder, riquezas e prestígio acompanhavam esse cargo, o que fazia de Nicodemos um membro da Elite social dos judeus. Mais adiante, Jesus até se referiu a ele como "Mestre em Israel"(Jo 3:10). Normalmente, as pessoas que ocupavam posições elevadas como a de Nicodemos, eram inimigas vorazes de Jesus. Nicodemos, porém, tinha um coração investigador queria conhecer de perto um pouco mais sobre Jesus, porém não queria que ninguém o soubesse senão poderia ser prejudicial para a sua vida religiosa e por isso foi ter de noite com Jesus. Quando Nicodemos se aproxima de Jesus logo ele expressa a frase "Rabi, bem sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele" (Jo 3:2). Acho interessante que mesmo em meio a tanta religiosidade ele afirmou crer em Jesus e em seus milagres, contudo Jesus não se deixou levar pelo elogio vindo de Nicodemos e sem perder tempo logo respondeu-lhe abrutamente: "Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus" (Jo 3:3). Isso gerou um conflito na mente e na alma de Nicodemos, pois quando Jesus pronunciou estas palavras Ele usou a palavra grega anothen (que significa "novamente" ou "de cima"), Jesus estava falando com Nicodemos na língua "de cima" e não na língua da terra (Jo 3:31). Jesus estava declarando a Nicodemos a necessidade de um renascimento Espiritual pelo poder de Deus, enquanto Nicodemos estava tentando entender como alguém sendo velho poderia entrar fisicamente no útero materno! Embora o visitante noturno de Jesus tivesse uma louvável curiosidade pelo professor de Nazaré, ele ainda estava pensando em termos puramente terrenos e apesar de toda religiosidade não havia entrado na esfera do Espírito. Fico imaginando quantos Nicodemos ainda existem por aí, achando que o Reino de Deus se resume nas coisas terrenas e meramente humanas, não abrem os seus corações para que o Espírito Santo lhes faça enchergar que muito mais do que dizer sou Evangélico é dizer sou Nascido de novo...

Hoje o modernismo e o modismo tem tomado conta do meio gospel, hoje ser Evangélico é status e não mais renúncia, pessoas que estão ridicularizando e relativizando o Evangelho, o que seria uma mudança de vida, se tornou em: "Não tem nada a ver". O que Cristo estava ensinando á Nicodemos era que o Evangelho não se resumia em uma prática religiosa e sim um novo nascimento no Espírito. Oxalá que o Senhor continue levantando homens que não apresentem um evangelho relativizado, ou moderno onde as pessoas vem para Deus como estão, e continuam como estavam ou seja nada mudou em suas vidas, as praticas continuam as mesmas, os vícios continuam os mesmos e o poder do evangelho regenerador é diminuído sem nenhum ressentimento. George Whitefield, certa vez foi indagado por um amigo:
" George, porque você prega tantas vezes sobre o texto que diz: Importa-vos nascer de novo?" Whitefield respondeu firmemente:
"Porque ao homem importa-vos nascer de novo!". A todos que crêem que Jesus era um homem proeminente, um grande professor, mas não chegava a ser o filho de Deus, Jesus diz: "Importa-vos nascer de novo".


A Todos que pensam que a bondade básica é o suficiente para Deus, Jesus diz: "Importa-vos nascer de novo".


A todos que se sentem confortáveis em sua religiosidade culturalmente herdadas, Jesus diz: "Importa-vos nascer de novo".


A todos que não vêem o verdadeiro significado do batismo e o consideram como mera historicidade irrelevante do passado, Jesus diz: "Importa-vos nascer de novo".


Que o Eterno vos abençoe hoje e sempre;


seu conservo;


Ev. Anderson Araújo.


Bibliografia - Bíblia de Estudos Pentecostal


Livro Heróis da Fé - Orlando Boyer


Bible courses estudos teológicos.

domingo, 13 de setembro de 2009

13 de Setembro - Dia Nacional de Missões.

SENAMI - Secretaria Nacional de Missões, um órgão da CGADB - Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil . Nossa História das Assembléias de Deus no Brasil, e o IDE da Grande Comissão das Missões sempre fizeram parte da história das Assembléias de Deus no brasil, visto que sua existência é fruto do trabalho missionário de dois jovens suecos, Gunnar Vingren e Daniel Berg, os quais desde cedo procuraram incutir no espírito dos membros da nova igreja a obediência ao IDE de Jesus, exarado na Grande Comissão de Mateus 28.18,19 e Marcos 16.15.
Assim, com apenas dois anos de existência, a Igreja da Missão da Fé Apostólica, mais tarde Assembléia de Deus no Brasil, de sua sede em Belém do Pará, enviou a Portugal seu primeiro Missionário ao exterior: José Plácido da Costa. Em 1921, foi a vez de José de Mattos. Ao longo dos anos outros seguiram os mesmos passos, saindo do Brasil para levar as boas novas a outros povos. Contudo, não havia um órgão oficial normativo que credenciasse os missionários e lutasse pelos seus interesses no campo missionário. Urgia solucionar tal problema, a fim de expandir o potencial missionário das Assembléias de Deus no Brasil e no exterior.
Nasce a SENAMI. Estes heróis da Fé realizaram sua parte na Grande Comissão sem qualquer suporte logístico, ou seja não possuíam credenciais para comprovarem suas atividades nos países aonde chegavam. Isto durou até o ano de 1975, quando em boa hora, foi criada a Secretaria Nacional de Missões (SENAMI), com a finalidade de estruturar o trabalho missionário das Assembléias de Deus no Brasil, dentro do território nacional e no exterior e credenciar os missionários enviados por suas igrejas.
O que pretende a SENAMI - Incrementar o Projeto Adoção de obreiros; Realizar Congressos e Conferências Nacionais e Missões das Assembléias de Deus no Brasil; Fortalecer seu trabalho de pesquisa e de assessoramento às igrejas, para que cumpram a Grande Comissão; Assistir missionários no campo com maior e melhor atendimento material, moral e ministerial; Criar normas que propiciem as atividades evangélicas, tais como cruzadas, secretarias regionais e locais de missões, e também melhor funcionabilidade e conseqüente frutificação para o reino de Deus; Executar projetos de evangelização por vias fluviais e marítimas, mediante a aquisição de embarcações adequadas e capazes para tal tarefa; Estabelecer melhor intercâmbio com outros setores da Grande Seara, sempre que haja necessidade, visando o bom desempenho do labor missionário.
Como funciona a SENAMI - As igrejas são as agências pelas quais a SENAMI executa a obra de missões. No segundo domingo de setembro de cada ano comemora-se o (Dia Nacional de Missões). Nesse dia, as igrejas ofertam 1 REAL ou mais por cada pessoa e, com a oferta alcançada, a SENAMI mantém a sua administração, adota obreiros e ajuda os que estão nos campos missionários durante o ano. O desafio às igrejas para contribuir é grande e, embora a resposta a este desafio seja lenta, as metas vão sendo alcançadas a cada um.
Ajuda de particulares - A SENAMI conta com alguns mantenedores que mensalmente, com pequenas quantias, ajudam o Projeto de Adoção de Obreiros. São pessoas anônimas, cheias de amor pela obra de missões, cujas ofertas, embora seus nomes não sejam identificados, são depositados fielmente nas contas da SENAMI. Deus tem usado estas ofertas particulares para que a SENAMI possa continuar semeando a boa semente da Palavra de Deus. Você pode tomar parte neste grupo de heróis anônimos que aceitaram este grande desafio sendo um dos nossos mantenedores.
Ajuda da CPAD - A nossa casa Publicadora das Assembléias de Deus no Brasil tem dado um grande apoio a SENAMI na parte promocional e na impressão do nosso informativo SEARA EM FOCO. Nada nos é vetado quanto ao trabalho de missões. Todo material usado pela SENAMI, impresso na CPAD, tem sido generosamente doado à obra de Missões, na pessoa do seu Diretor, irmão Ronaldo Rodrigues de Souza. A CPAD caminha lado a lado com a SENAMI no grande desafio de evangelizar o Brasil e o mundo.
Apoio da Mesa Diretora da CGADB - A SENAMI tem contado com o apoio irrestrito da nossa mesa diretora. Deus tem dotado a atual diretoria da CGADB de visão missionária e amor aos perdidos. Nosso presidente tem sido um desbravador missionário, enviando, apoiando, contribuindo e somando esforços constantes para que a SENAMI execute o seu trabalho com responsabilidade e obediência ao Ide do Senhor Jesus.
Trabalho Voluntário dos seus colaboradores Deus tem usado obreiros voluntários, que generosamente têm se colocado à disposição da SENAMI para ajudá-la na área de diretoria, conferências e outros fins. São pastores que dedicam seu tempo ao Senhor, pelo amor à causa, pondo os bens das igrejas que pastoreiam a disposição da SENAMI. Estes dedicados obreiros atuam principalmente na sua administração, ocupando cargos em sua diretoria, sem qualquer remuneração. A SENAMI é um órgão da CGADB que caminha e conquista espaço no Brasil e no mundo, alicerçado na força do amor, generosidade e dedicação de vida e tempo exclusivamente ao Senhor da Seara.

Esta é a homenagem deste singelo Blog a todos os missionários e desbravadores, que dedicam suas vidas por amor ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

Em Cristo;
Ev. Anderson Araújo.

Fonte - SENAMI.

sábado, 12 de setembro de 2009

Lançamento da Bíblia de Estudos DAKE.


Agora no Brasil, a Bíblia de Estudo que há 40 anos tem sido a principal fonte de consulta dos pregadores pentecostais.

A Bíblia de Estudo Dake é fruto do trabalho de 100 mil horas de trabalho durante 43 anos do teólogo Finnis Jennings Dake (1902-1987) da AD dos EUA.

Com números impressionantes, a Bíblia de Estudo Dake apresenta diversos recursos para facilitar o estudo e a pregação da Palavra de Deus:




- 500.000 referências cruzadas;

- 35.000 notas de comentários;

- 8.000 esboços para sermões;
- definições de palavra do grego e hebraico;
- concordância bíblica e dicionário enciclopédico
- mapas (inclusive O Plano Divino através dos Séculos)
- e muito mais Na Bíblia de Estudo Dake, leituras obscuras se tornam claras.
Seus ricos apontamentos, de grande utilidade homilética, foram revisados com todo o rigor doutrinário e teológico.


Autor: Finnis Jennings Dake

Editora: CPAD - Casa Publicadora das Assembléias de Deus
Categoria: BÍBLIAS Almeida revista e corrigida


ISBN 85-263-1003- 2
LANÇAMENTOS:

- Expocristã
- AD Belenzinho - SP - 21.09.2009 - 10,00h

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Conhecendo os Apóstolos de Cristo.

 No começo do seu ministério Jesus escolheu doze homens para que o acompanhassem em suas viagens. Teriam esses homens uma importante responsabilidade: Continuariam a representá-lo depois de que ele voltasse para o céu. A reputação deles continua a influenciar a igreja até os dias atuais.

Por isso, a seleção dos Doze foi de grande responsabilidade, conforme lemos em Lucas 6.12-13: "Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos" .
A maioria dos apóstolos era da região de Cafarnaum, desprezada pela sociedade judaica refinada, por ser uma pequena parte do estado judaico e conhecida como "Galiléia dos gentios". O próprio Jesus disse: "Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno" (Mt 11.23). Jesus fez desses doze homens líderes vigorosos e porta-vozes capaz de transmitir com clareza a fé cristã. O sucesso que eles alcançaram dá testemunho do poder transformador do Senhor Jesus.
Nenhum dos escritores dos Evangelhos deixou-nos traços físicos dos doze. Dão-nos, contudo, minúsculas pistas que nos ajudam a fazer "conjecturas razoáveis" sobre como pareciam e atuavam. Um fato importante que tem sido tradicionalmente menosprezado em incontáveis representações artísticas dos apóstolos é sua juventude. Se levarmos em conta que a maioria chegou a viver até quase final do primeiro século e que João adentrou o segundo século, então eles devem ter sido não mais do que jovens quando aceitaram o chamado de Cristo.

1)André
No dia seguinte àquele em que João Batista viu o Espírito Santo descer sobre Jesus, ele o apontou para dois de seus discípulos, e disse: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1.36). Movidos de curiosidade, os dois deixaram João e começaram a seguir a Jesus. Jesus notou a presença deles e perguntou-lhes o que buscavam. Responderam: "Rabi, onde assistes?" Jesus levou-os a casa onde ele se hospedava e passaram a noite com ele. Um desses homens chamava-se André (Jo 1.38-40). André foi logo à procura de seu irmão, Simão Pedro, a quem disse: "Achamos o Messias..." (Jo 1.41). Por seu testemunho, ele ganhou Pedro para o Senhor.
André é tradução do grego Andreas, que significa "varonil". Outras pistas dos Evangelhos indicam que André era fisicamente forte, e homem devoto e fiel. Ele e Pedro eram donos de uma casa (Mc 1.29). Eram filhos de um homem chamado Jonas ou João, um próspero pescador. Ambos os jovens haviam seguido o pai no negócio da pesca, eram Pescadores.
André nasceu em Betsaida, nas praias do norte do mar da Galiléia. Embora o Evangelho de João descreva o primeiro encontro dele com Jesus, não o menciona como discípulo até muito mais tarde (Jo 6.8). O Evangelho de Mateus diz que quando Jesus caminha junto ao mar da Galiléia, ele saudou a André e a Pedro e os convidou para se tornarem discípulos (Mt 4.18,19). Isto não contradiz a narrativa de João; simplesmente acrescenta um aspecto novo. Uma leitura atenta de João 1.35-40 mostra-nos que Jesus não chamou André e a Pedro para seguí-lo quando se encontraram pela primeira vez.
André e outro discípulo chamado Filipe apresentaram a Jesus um grupo de gregos (Jo 12.20-22). Por este motivo podemos dizer que eles foram os primeiros missionários estrangeiros da fé cristã.
Diz a tradição que André viveu seus últimos dias na Cítia, ao norte do mar negro. Mas um livreto intitulado: Atos de André (provavelmente escrito por volta do ano 260 dC) diz que ele pregou primariamente na Macedônia e foi martirizado em Patras. Diz ainda, que ele foi crucificado numa cruz em forma de "X", símbolo religioso conhecido como Cruz de Sto André.

2)Bartolomeu(Natanael)
Falta-nos informação sobre a identidade do Apóstolo chamado Bartolomeu. Ele só é mencionado na lista dos apóstolos. Além do mais, enquanto os Evangelhos sinóticos concordam em que seu nome era Bartolomeu, João o cita como Natanael (Jo 1.45). Crêem alguns estudiosos que Bartolomeu era o sobrenome de Natanael.
A palavra aramaica bar significa "filho", por isso o nome Bartolomeu significa literalmente, "filho de Talmai". A Bíblia não identifica quem foi Talmai.
Supondo que Bartolomeu e Natanael sejam a mesma pessoa, o Evangelho de João nos proporciona várias informações acerca de sua personalidade. Jesus chamou Natanael de "israelita em quem não há dolo" (Jo 1.47). Diz a tradição que ele serviu como missionário na Índia e que foi crucificado de cabeça para baixo.

3)Tiago-Filho de Alfeu
Os Evangelhos fazem apenas referências passageiras a Tiago, filho de Alfeu (Mt 10.3; Lc 6.15). Muitos estudiosos crêem que Tiago era irmão de Mateus, visto a Bíblia dizer que o pai de Mateus também se chamava Alfeu (Mc 2.14). Outros crêem que este Tiago se identificava como "Tiago, o Menor", mas não temos prova alguma de que esses dois nomes se referiam ao mesmo homem (Mc 15.40). Se o filho de Alfeu era o mesmo homem Tiago, o Menor, talvez ele tenha sido primo de Jesus (Mt 27.56; Jo 19.25). Alguns comentaristas da Bíblia teorizam que este discípulo trazia uma estreita semelhança física com Jesus, o que poderia explicar por que Judas Iscariotes teve de identificar Jesus na noite em que foi traído. (Mc 14.43-45; Lc 22.47-48). Diz as lendas que ele pregou na Pérsia e aí foi crucificado. Mas não há informações concretas sobre sua vida, ministério posterior e morte.

4) Tiago - Filho de Zebedeu
Depois que Jesus convocou a Simão Pedro e a seu irmão André, ele caminhou um pouco mais ao longo da praia da Galiléia e convidou a "Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes" (Mc 1.19). Tiago e seu irmão responderam imediatamente ao chamado de Cristo. Ele foi o primeiro dos doze a sofrer a morte de mártir. O rei Herodes Agripa I ordenou que ele fosse executado ao fio da espada (At 12.2). A tradição diz que isto ocorreu no ano 44 dC, quando ele seria ainda bem moço.
Os Evangelhos nunca mencionam Tiago sozinho; sempre falam de "Tiago e João". Até no registro de sua morte, o livro de Atos refere-se a ele como "Tiago, irmão de João" (At 12.2) Eles começaram a seguir a Jesus no mesmo dia, e ambos estiveram presentes na Transfiguração (Mc 9.2-13). Jesus chamou a ambos de "filhos do trovão" (Mc 3.17).
A perseguição que tirou a vida de Tiago infundiu novo fervor entre os cristãos (At 12.5-25). Herodes Agripa esperava sufocar o movimento cristão executando líderes como Tiago. "Entretanto a Palavra do Senhor crescia e se multiplicava" (At 12.24).

5) João
Felizmente, temos considerável informação acerca do discípulo chamado João. Marcos diz-nos que ele era irmão de Tiago, filho de Zebedeu (Mc 1.19). Diz também que Tiago e João trabalhavam com "os empregados" de seu pai (Mc 1.20).
Alguns eruditos especulam que a mãe de João era Salomé, que assistiu a crucificação de Jesus (Mc 15.40). Se Salomé era irmã da mãe de Jesus, como sugere o Evangelho de João (Jo 19.25), João pode ter sido primo de Jesus.
Jesus encontrou a João e a seu irmão Tiago consertando as redes junto ao mar da Galiléia. Ordenou-lhes que se fizessem ao largo e lançassem as redes. Arrastaram uma enorme quantidade de peixes - milagre que os convenceram do poder de Jesus. "E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram" (Lc 5.11). Simão Pedro foi com eles.
João parece ter sido um jovem impulsivo. Logo depois que ele e Tiago entraram para o círculo íntimo dos discípulos de Jesus, o Mestre os apelidou de "filhos do trovão" (Mc 3.17).
Os discípulos pareciam relegar João a um lugar secundário em seu grupo. Todos os Evangelhos mencionavam a João depois de seu irmão Tiago; na maioria das vezes, parece que Tiago era o porta-voz dos dois irmãos. Paulo menciona a João entre os apóstolos em Jerusalém, mas o faz colocando o seu nome no fim da lista (Gl 2.9).
Muitas vezes João deixou transparecer suas emoções nas conversas com Jesus. Certa ocasião ele ficou transtornado porque alguém mais estava servindo em nome de Jesus. "E nós lho proibimos", disse ele a Jesus, "porque não seguia conosco" (Mc 9.38). Jesus replicou: "Não lho proibais... pois quem não é contra a nós, é por nós" (Mc 9.39,40). Noutra ocasião, ambiciosos, Tiago e João sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória. Esta idéia os indispôs com os outros discípulos (Mc 10.35-41).
Mas a ousadia de João foi-lhe vantajosa na hora da morte e da ressurreição de Jesus. Jo 18.15 diz que João era “conhecido do sumo sacerdote". Isto o tornaria facilmente vulnerável à prisão quando os aguardas do sumo sacerdote prenderam a Jesus. Não obstante, João foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, e Jesus entregou-lhe sua mãe aos seus cuidados (Jo 19.26-27). Ao ouvirem os discípulos que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro. Contudo, ele deixou que Pedro entrasse antes dele na câmara de sepultamento (Jo 20.1-4,8).
Diz a tradição que ele cuidou da mãe de Jesus enquanto pastoreou a congregação em Éfeso, e que ela morreu ali. Preso, foi levado a Roma e exilado na Ilha de Patmos. Acredita-se que ele viveu até avançada idade, e seu corpo foi devolvido a Éfeso para sepultamento

6) Judas - Não o Iscariotes
João refere-se a um dos discípulos como "Judas, não o Iscariotes" (Jo 14.22). Não é fácil determinar a identidade desse homem.
O Novo Testamento refere-se a diversos homens com o nome de Judas - Judas Iscariotes; Judas, irmão de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3); Judas, o galileu (At 5.37) e Judas, não o Iscariotes. Evidentemente, João desejava evitar confusão quando se referia a esse homem, especialmente porque o outro discípulo chamado Judas não gozava de boa fama.
Mateus e Marcos referem-se a esse homem como Tadeu (Mt 10.3; Mc 3.18). Lucas o menciona como "Judas, filho de Tiago" (Lc 6.16; At 1.13).
O Historiador Eusébio diz que Jesus uma vez enviou esse discípulo ao rei Abgar da Mesopotâmia a fim de orar pela sua cura. Segundo essa história, Judas foi a Abgar depois da ascensão de Jesus, e permaneceu para pregar em várias cidades da Mesopotâmia. Diz outra tradição que esse discípulo foi assassinado por mágicos na cidade de Suanir, na Pérsia. O mataram a pauladas e pedradas.

7) Judas Iscariotes
Todos os Evangelhos colocam Judas Iscariotes no fim da lista dos discípulos de Jesus. Sem dúvida alguma isso reflete a má fama de Judas como traidor de Jesus.
A Palavra aramaica Iscariotes literalmente significa "homem de Queriote". Queriote era uma cidade próxima a Hebrom (Js 15.25). Contudo, João diz-nos que Judas era filho de Simão (Jo 6.71). Se Judas era, de fato, natural desta cidade, dentre os discípulos, ele era o único procedente da Judéia. Os habitantes da Judéia desprezavam o povo da Galiléia como rudes colonizadores de fronteira. Essa atitude pode ter alienado Judas Iscariotes dos demais discípulos.
Os Evangelhos não nos dizem exatamente quando Jesus chamou Judas pra juntar-se ao grupo de seus seguidores. Talvez tenha sido nos primeiros dias, quando Jesus chamou tantos outros (Mt 4.18-22). Judas funcionava como tesoureiro dos discípulos, e pelo menos em uma ocasião ele manifestou uma atitude sovina para com o trabalho. Foi quando uma mulher por nome Maria derramou ungüento precioso sobre os pés de Jesus. Judas reclamou: "Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários, e não se deu aos pobres?" (Jo 12.5). No versículo seguinte João comenta que Judas disse isto "não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão.”
Enquanto os discípulos participavam de sua última refeição com Jesus, o Senhor revelou saber que estava prestes a ser traído e indicou Judas como o criminoso. Disse ele a Judas: "O que pretendes fazer, faze-o depressa" (Jo 13.27). Todavia, os demais discípulos não suspeitavam do que Judas estava prestes a fazer. João relata que "como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa da Páscoa..." (Jo13. 28-29).
Judas traiu o Senhor Jesus, influenciado ou inspirado pelo maligno (Lc 22.3; Jo 13.27).
Tocado pelo remorso, Judas procurou devolver o dinheiro aos captores de Jesus e enforcou-se. (Mt 27.5)

8) Mateus
Nos tempos de Jesus, o governo romano coletava diversos impostos do povo palestino. Pedágios pra transportar mercadorias por terra ou por mar eram recolhidos por coletores particulares, os quais pagavam uma taxa ao governo romano pelo direito de avaliar esses tributos. Os cobradores de impostos auferiam lucros cobrando um imposto mais alto do que a lei permitia. Os coletores licenciados muitas vezes contratavam oficiais de menor categoria, chamados de publicanos, para efetuar o verdadeiro trabalho de coletar. Os publicanos recebiam seus próprios salários cobrando uma fração a mais do que seu empregador exigia. O discípulo Mateus era um desses publicanos; ele coletava pedágio na estrada entre Damasco e Aco; sua tenda estava localizada fora da cidade de Cafarnaum, o que lhe dava a oportunidade de, também, cobrar impostos dos pescadores.
Normalmente um publicano cobrava 5% do preço da compra de artigos normais de comércio, e até 12,5% sobre artigos de luxo. Mateus cobrava impostos também dos pescadores que trabalhavam no mar da Galiléia e dos barqueiros que traziam suas mercadorias das cidades situadas no outro lado do lago.
O judeus consideravam impuro o dinheiro dos cobradores de impostos, por isso nunca pediam troco. Se um judeu não tinha a quantia exata que o coletor exigia, ele emprestava-o a um amigo. Os judeus desprezavam os publicanos como agentes do odiado império romano. Não era permitido aos publicanos prestar depoimento no tribunal, e não podiam pagar o dízimo de seu dinheiro ao templo. Um bom judeu não se associaria com publicanos (Mt 9.10-13).

9) Filipe
O Evangelho de João é o único a dar-nos qualquer informação pormenorizada acerca do discípulos chamado Filipe. Jesus encontrou-se com ele pela primeira vez em Betânia, do outro lado do Jordão (Jo 1.28). É interessante notar que Jesus chamou a Filipe individualmente enquanto chamou a maioria dos outros em pares. Filipe apresentou Natanael a Jesus (Jo 1.45-51), e Jesus também chamou a Natanael (ou Bartolomeu) para seguí-lo.
Ao se reunirem 5 mil pessoas para ouvir a Jesus, Filipe perguntou ao Seu Senhor como alimentariam a multidão. "Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço", disse ele (Jo 6.7). Noutra ocasião, um grupo de gregos dirigiu-se a Filipe e pediu-lhe que o apresentasse a Jesus. Filipe solicitou a ajuda de André e juntos levaram os homens para conhecê-lo (Jo 12.20-22). Enquanto os discípulos tomavam a última refeição com Jesus, Filipe disse: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta" (Jo 14.8). Jesus respondeu que nele eles já tinham visto o Pai.
Esses três breves lampejos são tudo o que vemos acerca de Filipe. A igreja tem preservado muitas tradições a respeito de seu último ministério e morte. Segundo algumas delas, ele pregou na França; outras dizem que ele pregou no sul da Rússia, na Ásia Menor, ou até na Índia. Nada de concreto, portanto.

10) Simão Pedro
Era um homem de contrastes. Em Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou: "Mas vós, quem dizeis que eu sou?" Ele respondeu de imediato: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo" (Mt 16.15-16).
Alguns versículos adiante lemos: "E Pedro chamando-o à parte, começou a reprová-lo..." Era característico de Pedro passar de um extremo ao outro.
Ao tentar Jesus lavar-lhe os pés no cenáculo, o imoderado discípulo exclamou: "Nunca me lavarás os pés." Jesus, porém, insistiu e Pedro disse: "Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça" (Jo 13.8,9).
Na última noite que passaram juntos, ele disse a Jesus: "Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!" (Mc 14.29). Entretanto, dentro de poucas horas, ele não somente negou a Jesus, mas praguejou (Mc 14.71).
Este temperamento volátil, imprevisível, muitas vezes deixou Pedro em dificuldades. Mas, o Espírito Santo o moldaria num líder, dinâmico, da igreja primitiva, um "homem-rocha" (Pedro significa "rocha") em todo o sentido.
Os escritores do Novo Testamento usaram quatro nomes diferentes com referência a Pedro. Um é o nome hebraico Simeon (At 15.14), que pode significar "ouvir". O Segundo era Simão, a forma grega de Simeon. O terceiro nome era Cefas palavra aramaica que significa "rocha". O quarto nome era Pedro, palavra grega que significa "Pedra" ou "rocha"; os escritores do Novo Testamento se referem ao discípulo com estes nomes mais vezes do que os outros três.
Quando Jesus encontrou este homem pela primeira vez, ele disse: "Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas" (Jo 1.42). Pedro e seu irmão André eram pescadores no mar da Galiléia (Mt 4.18; Mc 1.16). Ele falava com sotaque galileu, e seus maneirismos identificavam-no como um nativo inculto da fronteira da galiléia (Mc 14.70). Foi levado a Jesus pelo seu irmão André (Jo 1.40-42).
Enquanto Jesus pendia na cruz, Pedro estava provavelmente entre o grupo da Galiléia que "permaneceram a contemplar de longe estas coisas" (Lc 23.49). Em 1Pe 5.1, ele escreveu: “... eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo...” Pedro encabeça a lista dos apóstolo em cada um dos relatos dos Evangelhos, o que sugere que os escritores do Novo Testamento o consideravam o mais importante dos doze. Ele não escreveu tanto como João ou Mateus, mas emergiu como o líder mais influente da igreja primitiva. Embora 120 seguidores de Jesus tenha recebido o Espírito Santo no dia do Pentecoste, a Bíblia registra as palavras de Pedro (At 2.14-40). Ele sugeriu que os apóstolos procurassem um substituto para Judas Iscariotes (At 1.22). Ele e João foram os primeiros a realizar um milagre depois do Pentecoste, curando um paralítico na Porta Formosa (At 3.1-11).
O livro de Atos acentua as viagens de Paulo, mas Pedro também viajou extensamente. Ele visitou Antioquia (Gl 2.11), Corinto (2Co 1.12) e talvez Roma.

11) Simão Zelote
Mateus refere-se a um discípulo chamado "Simão, o Cananeu", enquanto Lucas e o livro de Atos referem-se a "Simão, o Zelote". esses nomes referem-se à mesma pessoa. Zelote é uma palavra grega que significa "zeloso"; "cananeu" é transliteração da palavra aramaica kanna'ah, que também significa "zeloso"; parece, pois, que este discípulo pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.
A Bíblia não indica quando Simão foi convidado para unir-se aos apóstolos. Diz a tradição que Jesus o chamou ao mesmo tempo em que chamou André e Pedro, Tiago e João, Judas Iscariotes e Tadeu (Mt 4.18-22).Temos diversos relatos conflitantes acerca do ministério posterior deste homem e não é possível chegar a uma conclusão.

12) Tomé
O Evangelho de João dá-nos um quadro mais completo do discípulo chamado Tomé do que o que recebemos dos Sinóticos ou do livro de Atos. João diz-nos que ele também era chamado Dídimo (Jo 20.24). A palavra grega para "gêmeos" assim como a palavra hebraica t'hom significa "gêmeo". A Vulgata Latina empregava Dídimo como nome próprio.Não sabemos quem pode ter sido Tomé, nem sabemos coisa alguma a respeito do passado de sua família ou de como ele foi convidado para unir-se ao Senhor. Sabemos, contudo, que ele juntou-se a seis outros discípulos que voltaram aos barcos de pesca depois que Jesus foi crucificado (Jo 21.2-3). Isso sugere que ele pode ter aprendido a profissão de pescador quando jovem.
Diz a tradição que Tomé tornou-se missionário na Índia. Afirma-se que ele foi martirizado ali e sepultado em Mylapore, hoje subúrbio de Madrasta. Seu nome é lembrado pelo próprio título da igreja Martoma ou "Mestre Tome".

13) Matias - Substituto de Judas Iscariotes
Após a morte de Judas, Pedro propôs que os discípulos escolhessem alguém para substituir o traidor. O discurso de Pedro esboçava certas qualificações para o novo apóstolo (At 1.15-22). O apóstolo tinha de conhecer a Jesus "começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas". Tinha de ser também, "testemunha conosco de sua ressurreição" (At 1.22).
Os apóstolos encontraram dois homens que satisfaziam as qualificações: José, cognominado Justo, e Matias (At 1.23). Lançaram sortes para decidir a questão e a sorte recaiu sobre Matias.
O nome Matias é uma variante do hebraico Matatias, que significa "dom de Deus". A Bíblia nada diz a respeito do ministério de Matias.

Fonte : Santovivo.net/

Ev. Anderson Araújo.