quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Falsa Ideologia da Copa do Mundo!


Desde o dia 11 de Junho do mês corrente, estamos vivendo uma febre mundial denominada “Copa do Mundo”, onde pessoas se voltam única e exclusivamente para esta festa futebolística que acontece a cada 4 anos. Os comércios param, as empresas dispensam seus funcionários mais cedo, as torcida se reúnem em bares com amigos ou então em família e tudo parece virar uma festa só, a alegria contagiante de torcedores que aos gritos de euforia empurram seu time (País) que está em busca de um reconhecimento mundial e de um troféu banhado a ouro, para então dizerem durante mais 4 anos que, são OS Melhores do Mundo.



E porque não falar daqueles milhares de pessoas que deixaram seus países, suas casas, seus problemas e foi de malas prontas para a tão sonhada viagem a copa, onde a mídia que é a maior responsável pela divulgação desta festa, transpassa uma Ideologia de que a copa é a festa da União, da harmonia e da paz, onde as diferentes etnias e nações se confraternizam e deixam suas diferenças sociais, políticas e religiosas de lado em prol do seu patriotismo.


Porém, diante desta breve narrativa que acabei de discursar, parece até que a tal Copa do Mundo seria então o “remédio” para esta geração, onde tantas guerras tiram milhares de vidas a cada instante, onde a violência reina, coisas que segundo a mídia não existe em época de copa do mundo, porém temos que lembrar que este evento de Futebolístico só dura 1 mês, e que após o próximo dia 11 de Julho de 2010, tudo voltará a ser o que era antes, todos voltaram para seus países, para suas casas, para seus problemas do cotidiano e aquele espírito da copa, ficará somente na lembrança e nas fotografias que foram tiradas, quantos colocarão a cabeça no travesseiro e terão como companheira a insônia e a depressão se depararão com as brigas e infidelidades conjugais, quantos que talvez usaram a copa como um refúgio para tentar esquecer seus problemas, e se esquecem que tudo isso passará e tornarão a ter que encará-los quando tudo isso acabar? Para alguns seria então melhor que existisse "copa do mundo" todos os dias...


É por isso que nós que somos firmados em Cristo não precisamos da tão falada copa do mundo para sermos mais felizes ou vivermos em harmonia, a nossa Paz é eterna pois quem nos proporciona é o Senhor. Não nos deixamos levar por esses sentimentos momentâneos e passageiros, enquanto pessoas esperam 4 anos para se sentirem melhor, ou para fugir dos problemas, nós os salvos em Cristo vivenciamos isso todos os dias sabendo em quem temos confiado e a quem temos entregado nossas vidas, é como João disse:

“Não ameis o mundo e nem o que no mundo há porque quem ama o mundo o amor do pai não está nele. Porque tudo que há no mundo a concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne, e a soberba da vida não são do pai e sim do mundo. Ora, o mundo passa e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. I Jo 2:15 ao 17.

O que nos diferencia em tudo isso, é que estamos correndo em busca de um objetivo muito mais além do que um simples troféu banhado a ouro, do que fama ou prestígio, coisas que são temporais e passageiras, estamos buscando a vida eterna com Cristo que nos prometeu entregar um prêmio que temos certeza que a ferrugem não comerá e o tempo não apagará da história . Termino este singelo texto com as maravilhosas palavras de Jesus afirmando que:


Ao que vencer, de modo nenhum sofrerá o dano da segunda morte Ap - 2:11,

Ao que vencer, dar-lhe-ei de comer da árvore da vida Ap - 2:7,

Ao que vencer, darei do maná escondido, e seu nome escrito em uma pedra branca Ap – 2:17;

Ao que vencer, e guardar as minhas obras até o fim, darei poder sobre as nações Ap – 2:26;

Ao que vencer, farei com que se assente comigo no meu trono Ap – 3:21;

Que o Eterno continue nos proporcionando a fé necessária para continuarmos firmes e constantes, aguardando o seu regresso em tempo oportuno.


Cristo Esperança nossa;

Ev. Anderson Araújo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Uma Preciosidade da Língua Hebraica.



"Um texto belíssimo escrito pelo meu amigo Pr. Marcelo de Oliveira, do blog A Supremacia das Escrituras, trazendo um riquíssimo conhecimento da língua hebraica á todos os que amam e desejam um maior aprofundamento nas Escrituras Sagradas".



“Veio a mim a palavra do Senhor: O que é que vês, Jeremias? E eu respondi: Vejo uma vara de amendoeira. Disse-me o Senhor: Viste bem, pois eu velo sobre a minha palavra, para a cumprir” (Jr 1.11,12)



Este texto está dentro do contexto da vocação de Jeremias por Deus para ser profeta. Jeremias estava querendo resistir ao chamado, dizendo que era muito jovem, que não sabia falar, mas Deus insistia e, através de duas visões, lhe dá a certeza que cumprirá a sua Palavra, a qual Jeremias deveria profetizar.


O texto acima, é a primeira visão, na qual Deus assegura que irá cumprir a sua palavra.

A chave deste dois versículos, está no jogo de palavras entre שָׁקֵד ( [shaqued] “amendoeira”) e שֹׁקֵד ( [shoqued] - forma verbal – “o que vela, o que vigia”).


O que tem a ver um com o outro? Que mensagem é transmitida através deste jogo de palavras?

Neste exemplo, vemos a riqueza da língua hebraica, onde vemos um jogo de palavras. São duas palavras formadas pelas mesmas consoantes (Shin, Kof, Dálet), ou seja, que possuem a mesma raiz. A única diferença entre as duas palavras é a 1º vogal. Uma é “a” e a outra é “o”. Quem conhece a língua hebraica capta este jogo imediatamente ao se deparar com o texto original sem precisar de algum comentário.

Você deve estar se perguntado: “Qual é a relação da vara de amendoeira com a Palavra do Senhor”?

A amendoeira é a primeira flor a florir depois do inverno. Pode-se dizer que ela desperta cedo e já está alerta enquanto as outras árvores começam a florir. O erudito William L. Holladay diz que “ela (a amendoeira) vigia pela chegada da primavera”.

Jeremias vem da cidade de Anatot, que é um centro de plantio de amendoeiras. As amendoeiras fazem parte do seu cotidiano. Podemos imaginar Jeremias olhando um galho da amendoeira e fazendo uma livre associação, através dos sons, com o verbo “estar acordado, alerta, despertado, vigiando, velando” e ver nisto uma mensagem de Deus que lhe assegura que Ele irá velar, cuidar da sua Palavra para que esta se cumprisse logo.


וַיְהִי דְבַר־יְהוָה אֵלַי לֵאמֹר מָה־אַתָּה רֹאֶה יִרְמְיָהוּ וָאֹמַר מַקֵּל שָׁקֵד אֲנִי רֹאֶֽה׃

וַיֹּאמֶר יְהוָה אֵלַי הֵיטַבְתָּ לִרְאֹות כִּֽי־שֹׁקֵד אֲנִי עַל־דְּבָרִי לַעֲשֹׂתֹֽו׃




Wayehy devar Adonay Elay Lemor Ma Atah Roeh Yirmeyahu Va Omar Maqqel Shaqued Ani Roeh. (Jr 1.11)

Wayomer Adonay Elay heytavta Lir’ot Ki Shoqued Al Devary La Asôto (Jr 1.12).



"Se você estiver interessado em aprender mais sobre esta língua sagrada (o Hebraico), entre em contato conosco pelo e-mail: anderson.caraujo@hotmail.com e estaremos dando mais detalhes de como fazer para obter as aulas com preço promocional". Voltaremos em breve a dar mais detalhes sobre as aulas de hebraico neste blog.


Fonte: Blog A Supremacia das Escrituras,
autor: Pr. Marcelo de Oliveira.


por Ev. Anderson Araújo.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O Mar já não existe!


"E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe". Ap 21:1.


O alvo e a expectativa final da fé da Igreja é de um novo mundo, transformado e redmido, onde Cristo permanecerá com seu povo e a justiça reinará em santa perfeição. O amoroso apóstolo João, tem o vislumbre de um futuro bem próximo onde os Escolhidos do Senhor terão uma recompensa por todas as adversidades que enfrentaram aqui neste tempo presente (Rm 8:18), ele observa atentamente a visão de um novo céu e de uma nova terra na qual nunca havia visto antes, fico a imaginar que visão maravilhosa teve nosso irmão João. Porém, o que me chama a atenção nesse episódio vivido pelo apóstolo, é justamente o que ele (João) não viu, é a última parte do versículo supracitado onde ele diz: "E O MAR JÁ NÃO EXISTE", Interessante não? fiquei a meditar então na referência que João faz por não contemplar naquela visão o MAR, a partir de então, Deus me fez entender a mensagem que João queria passar para os leitores deste capítulo tão peculiar. Quando João enfatizou que O mar não existe entendi que alguns significados importantes existem por tráz desta frase:


Mar simboliza: Inquietação, Dúvidas e Separação:

O apóstolo do amor era um pescador por profissão (Mc 1:19,20), portanto sabia muito bem lidar com o mar e as suas intempéries. Quantas madrugadas frias e escuras não passou João nas águas geladas do mar da Galiléia exercendo seu papel de pescador, porém, sabia ele o quanto era difícil lutar contra o vai e vem das ondas, as cheias das marés e a dificuldade de pescar em um mar revolto e Inquieto. João ao contemplar a visão, enfatiza que o Mar já não existe, entendo que ele lembrou-se de quantas vezes teve que enfrentar águas agitadas, tempestades com fortes ventos, a própria inquietação dos discípulos ao ver o seu barco indo quase a pique e Jesus levantando-se na ocasião e repreendendo a Inquietação do mar e a fúria do vento (Mc 4:35 ao 41), então, ele se depara com a visão dizendo: Eu ví um novo céu, e uma nova terra, mas Mar eu não vi. oh glória. quando chegarmos ao céu e desfrutarmos desta gloriosa visão que teve João, não existirá mais Inquietação alguma que nos tire a paz, a tranquilidade, a bonança, nãom viveremos mais preocupados com o amanhã, nem com o que vai acontecer no futuro. Não haverá mais ansiedade que corrói a alma e nem frustrações que dilaceram corações, mas, somente haverá alegria e gozo eternal, pois, O Mar já não existe .

Não haverá mais Dúvidas:

Assim como Inquietação, o mar simboliza Dúvida, porquê? porque todas as vezes que os discípulos levavam seus barcos para o mar para a pesca, eles não sabiam o que iriam encontrar pela frente, simplismente se preparavam, colocavam suas redes no barco, seus acessórios de pesca e partiam para mar alto no intuíto de trazerem seu sustento, porém, não havia uma certeza de pesca bem sucedida e quantas vezes eles voltaram para praia de mãos vazias sem nenhum peixe em suas redes, lembremos que em uma ocasião Jesus manda os discípulos voltarem ao mar alto e jogarem as redes, pois naquela madrugada não haviam pescado nada, mas, segundo a palavra de Jesus, eles entraram novamente no barco e obedeceram a palavra do Mestre, quando recolheram as redes haviam muitos peixes que quase rompiam as redes (Mc 5:1 ao 11).


Nosso dia a dia não é diferente, fazemos nossos deveres, tomamos decisões porém, em muitas situações encontramos dúvidas, faço ou não faço, prego ou não prego, canto ou não canto, e muitas outras interrogações que invadem a nossa mente, quanto mar de dúvidas não enfrentamos no nosso dia a dia, mas João nos anima afirmando com toda avidez, que quando chegar o grande dia o Mar de Dúvidas não existirá, tudo será visível, esclarecedor, limpo, claro e objetivo, não haverá mais SEPARAÇÃO , como existem nos mares aqui desta terra, como por exemplo os OCEANOS ( Índico, Pacífico, Atlântico) que separam os continentes e os povos , nações e etnias, mas na visão de João o Mar não existe, então podemos afirmar segundo a Palavra que lá não haverá separação alguma, Jesus disse:


"Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho." ( Ap 21:7), estaremos então para sempre com Ele, veremos seu rosto, e reinaremos com ele em glória para todo sempre, amém.


Tenhamos a certeza que este glorioso dia está muito mais perto de nós, do que quando aceitamos a fé, ora vem Senhor Jesus.


Nele que virá muito em breve para nos buscar;


Ev. Anderson Araújo.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Josué um exemplo de Liderança.



Deus fala com Moisés e revela-lhe o fim de seu ministério como líder diante de Israel. O Senhor manda com que ele suba ao monte Abarim e olhe a terra da promessa porque dali a pouco tempo seria recolhido assim como fora seu irmão Arão (Nm 27:12 a 14), pela desobediência cometida no deserto de Zim quando Deus ordenou Moisés falar a rocha para que saísse as águas e assim saciasse a sede do povo, porém, Moisés simplismente a Feriu por 2 vezes, deixando de Crêr na Palavra do Eterno ( Nm 20:7 a 13).

Ao ouvir as palavras do Senhor, Moisés como um verdadeiro Líder reconhece sua condição e apenas faz um pedido em especial ao Senhor, antes de ser sepultado:

"Ó Senhor, Deus dos espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre esta congregação, que saia diante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar; para que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não têm pastor". (Nm 27:15 a 17).

Observe que interessante o pedido de Moisés, a preocupação do libertador de Israel para com a congregação do Senhor para que Deus ponha um homem segundo a Sua vontade, em nenhum momento Moisés expressou o seu desejo em colocar alguém em seu lugar, mas, transferiu á Deus a responsabilidade de continuar o seu legado. Deus então escolhe um sucessor para Moisés á sua altura, um moço que daria continuidade ao legado de Moisés sem dever nada pra ninguém, o seu nome é JOSUÉ.

Josué é o protótipo do verdadeiro líder que todos nós deveriamos nos espelhar. Josué passou por todas as etapas e experiências em sua jornada, portanto tinha bagagem para no tempo certo, exercer o tão árduo ministério de substituir Moisés. Josué foi escravo no Egito, foi soldado (chefe) do Exército de Israel na batalha contra os Amalequitas, foi servo de Moisés ao ser seu fiel servidor em toda sua jornada no deserto, conhecido por todos como o moço de Moisés; não se apartava do meio da tenda (Ex 33:11). Josué não pulou etapas para alcançar as promessas de Deus em sua vida, quem tem promessa não precisa burlar as leis, não precisa pisar em ninguém e muito menos se promover usando de artifícios humanos para alcançar o desejado reconhecimento.

As Qualificações de um Líder ( Nm 27:18 a 23):

1 - Josué foi Escolhido pelo próprio Deus ( Nm 27:18 p/a);

"Então, disse o Senhor a Moisés: Toma para ti a Josué, filho de Num...

Veja que não foi Moisés quem indicou o seu moço para ser o seu sucessor, poderia até ser o desejo do coração do Patriarca, afinal de contas, Josué era seu companheiro fiel e inseparável á quase 40 anos, já havia mostrado todos os requisitos necessários para substituí-lo, porém, Moisés achou por bem transferir a Deus a responsabilidade da escolha. O Próprio Deus escolhe Josué e ordena a Moisés que introduza o moço em seu lugar, não é como nos dias de hoje onde obreiros que não observam a palavra do Senhor, escolhem e separam para o ministério pessoas neófitas, sem compromisso com a palavra de Deus e nem com a sua obra ( digo isso com temor e tremor diante do Senhor), líderes que não passam pelo crivo de Deus, antes, se tem um bom dízimo, uma boa oferta, um bom relacionamento com o ministério da igreja, faz parte da família do pastor da Igreja, esses tem previlégios e recebem total respaldo para escolherem quem bem entender , verdadeiro nepotismo no meio da Igreja de Cristo... Que o Senhor tenha misericórdia da sua noiva.

2- Josué tinha o Espírito de Deus (Nm 27:18 p/b);

"Homem em que há o Espírito, e põe a sua mão sobre ele."

Observe que Deus diz a Moisés o porque estava escolhendo Josué para lhe substituir. Josué tinha o requisito principal que o diferenciava de qualquer outro suposto candidato ao cargo do Patriarca, Josué tinha o Espírito de Deus.
Moisés era um líder cheio do Espírito a ponto de o próprio Deus tirar do Espírito que estava sobre ele e repartir com setenta Anciãos de Israel, e todos foram cheios do Espírito e profetizaram...(Nm 11:25). Para substituír Moisés teria que ser alguém especial e que fosse de um nível espiritual diferenciado, não poderia ser um descompromissado, um desinteressado pelas coisas de Deus, mas, teria que ter a unção de Deus sobre sua vida, Josué era esse homem.
Todas as vezes que Moisés subia ao monte pra falar com Deus, Josué seu servo, o acompanhava e ficava intercedendo pelo seu líder ao pé do monte. A Presença de Deus se manifestava no cume do monte e Deus falava com Moisés face a face, saíam relâmpagos e trovões, e a glória de Deus se manifestava a Moisés, porém, Josué contemplava tudo aquilo ao pé do monte, aprendeu a se relacionar com Deus e a reconhecer a sua Glória, creio que Josué também recebia a sua parcela de unção e de intimidade com o Eterno por causa da sua obediência e fidelidade.
Quem possui o Espírito faz a diferença, não precisa fazer propaganda de si mesmo, não precisa de marqueteiros espirituais para que seja renomado, conhecido. Quem tem o Espírito não corre atrás dos holofotes e nem está sempre em evidência, porém, quem tem o Espírito de Deus é reconhecido no céu, pelo próprio Deus. oh Glória.

3- Josué foi Instruído e Preparado na Palavra (Nm 27:19);

"E Apresenta-o a Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, e dá-lhes mandamentos aos olhos deles";

Deus agora manda com que Moisés apresente Josué ao sacerdote Eleazar, para ser instruído acerca da palavra do Senhor, daquele dia em diante o sacerdote seria um intérprete de Josué com relação á Torá. (midrashi Rash). Deus advertiu Josué após a morte de seu Líder Moisés, algum tempo depois dizendo:

" Tão somente esforça-te e tende bom ânimo para teres o cuidade de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita e nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas o cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho e, prudentemente te conduzirás."(Js 1:7 a 8).

Josué foi preparado e instruído pela palavra de Deus, oxalá que nossos líderes desta geração possam ter como referência homens como Josué, que priorizou a palavra do Senhor em seu ministério, são tantas liturgias religiosas, Shows gospel, e estão deixando de priorizar a Palavra de Deus, cultos que tem 2 horas de duração reservam 80% desse tempo pra tudo, e os outros 20% do tempo para dividir com a Mensagem e outras coisas afim, que possamos dizer como o salmista no (Sl 119:11) - " Guardei a tua Palavra no meu coração, para eu não pecar contra Tí"), ou como Paulo quando escreveu a Timótio dizendo:

" Procura apresentar-te como obreiro aprovado que não tem do que se envergonhar, e que maneje bem a palavra da verdade". (2 Tm 2:15).

Peçamos a Deus para que continue levantando homens e mulheres com compromisso com a Palavra e que se dediquem a ela, no intuito de semearmos a cada dia a lei do Senhor nos corações sedentos e famintos por Deus.

" A Palavra de Deus é o Equilíbrio, para um mundo desiquilibrado".

4- Josué foi Investido de autoridade. (Nm 27:20).

" E Põe sobre ele da tua autoridade, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel"; (bíblia shedd).


Por último, o Senhor manda com que Moisés transfira para Josué toda sua dignidade e autoridade para que quando o povo de Israel olhasse para Josué, vislumbrasse a mesma glória que havia sobre a vida e ministério do Patriarca. Essa autoridade não era por força e nem por violência, e sim, por uma vida de dignidade e fidelidade diante do Todo Poderoso, não é como nos nossos dias que as pessoas querem ser obedecidas pelo simples fato de terem o "poder" ou a posição em evidência, as vezes até usam e abusam desse "poder" para realizar as suas vontades e desejos, aquilo que lhe trará benefício próprio, etc. Josué nos mostrou ao longo da história de seu ministério, que soube muito bem lidar com o poder de liderança que lhe foi confiado pelo próprio Deus, e o mais interessante de tudo é que o povo que era liderado por ele, reconheciam e admiravam sua autoridade e dignidade. Ter autoridade não quer dizer ser mandão, ser autoritário, mas é ser espiritual o suficiente para entender como lidar com aquilo que Deus lhe confiou.
Quem tem autoridade espiritual, não existe Jordão que não se abra (Js 3:9 ao 17);
Quem tem autoridade espiritual, não existe muros e nem Jericó que fiquem de pé (Js 6:1 ao 27);
Quem tem autoridade espiritual, ora e o sobrenatural acontece. (Js 10:12 ao 15).



Que possamos ter as Qualificações encontradas na vida deste homem de Deus chamado Josué, e que seu ministério sirva de exemplo para os líderes da seara do Mestre.



Ao Eterno toda honra, louvor e glória para todo sempre;



Ev. Anderson Araújo.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A relaçao entre a Lei e a Graça.


Um dos pontos principais que enfocaremos neste artigo se refere a um conceito existente na igreja há centenas e centenas de anos, onde se diz: “estamos debaixo da graça e não debaixo da lei”. Realmente podemos encontrar este versículo na Carta de Paulo aos Romanos (Rm 6:14). Mas, este versículo tem sido interpretado erroneamente pelos pais da Igreja de Roma, o qual vem perpetuando no meio cristão até nos dias de hoje. Alguns crêem, por incrível que pareça, que o Antigo Testamento é um livro de lendas e história de Israel. O pior é que muitos usam ou citam este versículo como se fosse um “passaporte” para o crente fazer quase tudo o que deseja. Agem como se a graça de Jesus abrisse todas as portas quanto aos “antigos” mandamentos, estatutos ou ordenanças dados por Deus.

Pensamentos como, se estamos debaixo da graça não há fronteiras ou limites que nos cercam. Como por exemplo, pode-se comer tudo o que se deseja de modo irrestrito; tem-se sempre o pronto perdão de Deus para as falhas e pecados, não gerando conseqüências para aquele que crê. Afinal, podemos trabalhar o tanto, como e quando quisermos, relacionar com quem quisermos, comer com quem quisermos, sentar com quem quisermos, participar e se envolver intensivamente na sociedade e com as coisas mundanas, relacionar intimamente com a esposa de modo irrestrito, criar filhos e educá-los sem os impor limites e punições, enfim, estamos na graça e “livres” de qualquer lei que nos oprime, incomoda ou nos aborrece. Lei é para os desobedientes judeus ou para aqueles que buscam para si um peso ou um neurótico estilo de vida, dizem alguns cristãos. Afinal, “Estamos ou não debaixo da graça e não debaixo da lei”? Será que Paulo anulou a lei que Jesus não aboliu ( Mt 5:17) quando citou este versículo? Não é difícil perceber que o contexto que Paulo aqui se refere, como judeu zeloso e cumpridor da lei ( At 25:8;28:17), não é que a graça de ser salvo anulou a lei, mas sim, aquele que teve a experiência do novo nascimento em Cristo, ou seja, a natureza do pecado que habitava em nós deu lugar ao Espírito de Deus, não estando mais sob o jugo da lei do pecado ( natureza do pecado), que oprime, amarra e destrói o homem, o separando de Deus. Uma coisa é entender o legalismo da lei a outra é viver sob os princípios da lei. Se este versículo continua sendo entendido erroneamente pelos cristãos, então, é melhor que estes cristãos risquem todas as cartas de Paulo, os escritos dos profetas e toda a Torá de suas Bíblias, pois, encontramos nas Escrituras os inefáveis benefícios da lei, a qual o próprio Paulo como salvo em Yeshua (Jesus) se refere a ela chamando-a de santa, justa e boa e que nela se encontra prazer (Rm 7:12;22); Ele disse isto não só porque ele era um judeu zeloso, mas sobretudo, porque os gentios também deviam ter consciência que a lei é santa, justa e boa, como escrito no verso 12 da sua carta endereçada aos Romanos. Agora, um judeu não messiânico ou qualquer pessoa fora da graça salvadora que só guarda a lei, ou parte da lei, desprezando ou desconhecendo a graça, não estaria cumprindo o pleno propósito de Deus. Aqui está o erro: - parar na lei e desconhecer Jesus, a maior graça de Deus. Devemos, então, abolir frases como “não temos nenhum compromisso com a lei”, “Cristo nos resgatou dessa maldição ou a lei é para judeus e a graça de Deus é para os crentes” ou ainda “ o fim da lei é Cristo” no sentido que Ele terminou com a lei, etc. são conceitos mal interpretados que irão cada dia mais afastar a Igreja do verdadeiro propósito, distanciando-a ainda mais de suas raízes bíblicas e judaicas e, principalmente, de Israel e de seu povo que ainda precisam ser salvos, reconhecendo Yeshua como o seu esperado Messias.

Em II Tm 3: 16,17 lemos: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça...”. Ora, que Escritura é esta a que Paulo se refere? Naquela época não existia ainda o que se chama de Novo Testamento. Assim, a expressão “Toda Escritura” se refere obviamente ao Antigo Testamento, ou seja, a Torá (o Pentateuco de Moisés), os profetas (Niviim) e os santos Escritos (Ketuvim). Este conjunto de livros é chamado pelos rabinos de Tanach ( ou Tanak) que é um acróstico formado pela abreviação das primeiras letras das palavras Torá, Niviim e Ketuvim. Há um mal costume dos primórdios da Igreja de chamar a Tanach de Velho ou Antigo Testamento, dando a entender que existe um novo e que o velho se tornou fora de uso ou obsoleto. Mas, sabemos que isto não é verdadeiro, pois o que Deus inspirou é santo, bom, justo, fiel e válido para hoje e para sempre.

Mas, o que é então a graça de Deus?

Esta palavra no hebraico é “Hessed” ( dsj ), pode também ser traduzida como o amor de Deus, a misericórida e até mesmo pelo perdão de Deus. A palavra graça no conceito hebraico ainda inclui o conceito de perdão de uma dívida, onde o credor usa de uma graça para abater parte de uma dívida. Por exemplo, se uma pessoa deve R$100 a alguém e este resolve perdoar R$80,00, a dívida passa a ser somente de R$20,00. A parcela perdoada é que se chama de “graça”.

Qual seria, então, a maior graça de Deus? A maior graça é crer em Yeshua como filho de Deus, ser salvo e alcançar a vida eterna através Dele. Ou seja, Deus enviou seu Filho como graça para quitar nossa dívida. Mas, o fato de ser salvo pela fé no sangue de Yeshua que me purifica de todos os meus pecados não torna a lei inválida. Pois, se eu nego a lei, estou negando o pecado. Não é a transgressão da lei o pecado? Se eu nego o pecado, eu nego a morte e,como conseqüência, a necessidade da morte de Yeshua que traz vida, e vida em abundância. O próprio Yeshua disse em Mt. 5:17 – “ não pensais que vim revogar a lei ou os profetas, não vim para revogar, vim para cumprir”. Se ele tivesse anulado a lei estaria negando a si mesmo.

Muitos cristãos também acham que a graça foi inventada no Novo Testamento. Mas, esta palavra, Hessed (graça) já aparece nos primeiros livros da bíblia. Não seria, por exemplo, a criação do homem a manifestação da graça de Deus? O cuidado na preparação de um lugar para colocar o homem, criar o sol, as estrelas, os astros para enfeitarem a sua noite, não seria a manifestação de sua graça? Quando o homem caiu em Gn.2:15 vemos a manifestação da graça de Deus ao prover, ainda no jardim, a promessa da vitória sobre o mal, através de Yeshua? Tudo o que Deus fez foi pela sua graça, pelo seu amor incondicional.

Se observarmos a natureza em seus mínimos detalhes – as plantas com seus tons variados, o ciclo da natureza, o mover dos astros em suas definidas órbitas – tudo isso não seria a manifestação da graça de Deus? A multiplicação das sementes, os frutos não são todos resultantes da graça de Deus? Quando Deus coloca o homem no jardim e cria para o homem o trabalho (o cultivo do jardim) não é essa manifestação da graça de Deus? Isso é muito bonito e profundo!

É interessante ver no hebraico a palavra usada para designar o trabalho. A palavra “abad” (db[) significando trabalhar (produzir algo) para louvar a Deus. Observe que é o ato de trabalhar deveria ser uma forma agradável de produzir algo, glorificando o Criador de todas as coisas, pois afinal, o homem foi criado para refletir a Sua imagem e semelhança. Mas, pode haver um outra pessoa que trabalha sob pressão ou amaldiçoando ou murmurando. Neste caso, a palavra que se usa na língua hebraica é a mesma grafia, mas com pronúncia diferente. Se diz “ebed” (db[), significando trabalhar sob pressão, trabalho penoso ou trabalho escravo. Isto nos induz que conceito da graça de Deus nos conduz a sabedoria de viver no livre-arbítrio. As coisas tem propósito neutro, quem define o lado bom ou o lado mau somos nós mesmos.

É maravilhoso ver o que Deus preparou para o homem. Deus queria o homem produzindo algo, criando, transformando idéias e planos em algo real, concreto como uma maneira de adorá-lo.

A graça de Deus sempre atuou em toda a história do povo judeu. Não foi a graça de Deus que livrou os hebreus das pragas do Egito? Quem teria aberto o mar Vermelho se não a graça de Deus? Quem teria feito de um simples pastor chamado David um vitorioso guerreiro que derrotava gigantes? No livro de Salmos vemos em várias passagens que reconhecem a multi-graça de Deus sobre sua vida e de seu povo(Sl. 90:17).

Só se entendemos a graça de Deus derramada no “Antigo” Testamento podemos entender At. 15:11 – “Mas cremos que fomos salvos pela graça de Deus...”. Qual graça? A mesma presente desde a criação do homem. A graça de Deus enviou Seu filho Yeshua, para morrer como pecador, para pagar todos os nossos débitos. Todo aquele que peca é devedor, seu fim é a morte. Mas pela graça de Deus nossos débitos, por falharmos em cumprir Sua lei, são quitados por Yeshua. Isto não significa que a lei não é mais válida. Toda a graça de Deus converge para a pessoa de Yeshua.

Nos parágrafos anteriores relacionamos a palavra graça com a lei e com a palavra trabalho, mas vamos encontrar na bíblia a correlação com a glória de Deus. Em Romanos (3:23,24) diz: – “Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”.

A palavra glória no hebraico é “Kavod (dbk) e que significa peso". O peso de Deus é Ele mesmo, sua essência, Seu Espírito. Então, o pecado tira de mim a essência de Deus, e me coloca “pesado de mim mesmo”. Para desfrutar da glória de Deus tenho que despir de minha própria glória. A minha glória, o meu eu, tem que ser colocado no “misbeah” (jbzym), ou seja, no altar, que é lugar de morte da natureza adâmica ou do pecado. No altar de sacrifício é que posso despojar do velho homem e encher-me da essência de Deus. Só aí, então, vou ser cheio da glória de Deus, do Seu conhecimento, recebendo capacitação e direcionamento Dele e, sobretudo, o Seu perdão.

Agora podemos ver algo maravilhoso – apesar de termos sido salvos pela maior graça, que foi o sacrifício de Yeshua, precisamos da lei para nos conduzir, capacitar, orientar, nos ensinar, nos adestrar, nos corrigir. Por quê? Porque Yeshua é a Palavra, o Verbo, a Lei que fala e trata do pecado.

Imaginemos que agora o governo quer dar a graça aos adultos brasileiros de todos possuírem a carteira de habilitação. O fato de possuir a carteira não isenta ninguém de observar as leis de trânsito, não é mesmo? Da mesma forma, uma vez remido pelo sangue de Yeshua e não podemos simplesmente esquecer toda a lei. Ao contrário, a redenção em Yeshua traz a cada um de nós maior peso de responsabilidade na observância da vontade de Deus. Só damos o devido valor a graça se conhecemos a lei e sua conseqüência. Na lei de Moisés era pecado o adultério (Dt. 5:18). Que diz a graça em Yeshua? – “ Se Olhar para uma mulher com uma intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt. 5:28). Na graça, o ódio ao irmão é semelhante ao homicídio. Vemos, então, que a graça embora seja recebida e dada pela fé e de graça, nos exige que andemos num nível e numa qualidade de vida muito mais alta que a lei. Mas, a lei é boa, pois ela nos delimita, marcando até onde podemos chegar. Em outras palavras, a lei nos estabelece limites e nos preserva e previne de conseqüências danosas.

Muitos cristãos dos dias atuais passam por cima de muitos mandamentos de Deus, alegando estar debaixo da graça e não sob o jugo da lei. Mas, a lei não foi anulada como foi dito! Imagine que no nosso exemplo didático, as leis de Deus são comparadas como às leis da placas de trânsito que orientam os motoristas. Estas placas (leis) são sinais de alerta de direcionamento e de orientação que nos levam em segurança ao nosso destino final. Temos a graça de dirigir, mas a lei nos conduz para não sairmos da estrada e não errarmos o alvo. Está em Yeshua é estar na graça (no caminho certo), mas agora temos que caminhar pela a estrada do mundo, a aí então é que precisamos da lei. Há uma única maneira de ser salvo: – crer no sacrifício e no sangue de Yeshua. Nada mais que façamos nos reconecta com Deus. Mas a lei existe para nos direcionar em nossa caminhada caminha, nos alertando que devemos guardar e permanecermos na plena graça e misericórdia divina. Na carta de Paulo aos Gálatas ( 3:24) diz que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo. O aio é aquele instrui que direciona. Somente entendendo a lei temos o entendimento do que é a graça. Muitos dos chamados “crentes desviados” estão nessa situação porque não deram a devida importância à graça, que só é possível de conhecermos se atentamos à lei, aos mandamentos, aos estatutos e as ordenanças de Deus. A graça disponível em Yeshua não pode ser usada como um passaporte para o pecado. A liberdade em Yeshua é plena da responsabilidade de obedecer aos mandamentos, estatutos e ordenanças de Deus, que são tipos de lei. Lei é uma palavra genérica na língua hebraica ( Dat - td ).

No Salmo 19:7 a lemos “ A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma”. Assim, podemos entender que a lei também existe para as áreas não restauradas de nossa alma. O salmista diz: “Agrada-me fazer a tua vontade, o Deus meu; a tua lei está dentro do meu coração.” A vontade de Deus está expressa na sua palavra. A lei é muito mais prática do que pensamos, como por exemplo, ela lida com problemas comuns, como: a quem emprestar dinheiro, como indenizar alguém por algum dano causado, como preservar o direito de propriedade, como proteger a vida, a saúde, o patrimônio, o sucesso, a maneira de pensar, de se relacionar com o próximo, etc. Um outro bom exemplo é entender a lei judaica do dízimo. É ela uma lei para os judeus? Sim. Ela está citada como estatuto no Antigo ou no Novo testamento? No antigo Testamento. E por que, então, a igreja de hoje pratica a lei do dízimo se é uma lei do Antigo Testamento? É porque dízimo é uma benção, se dou dízimo, reconhecendo que Deus é quem tudo me dá, sou abençoado com a prosperidade, sendo bem sucedido naquilo que fazemos. Nesta lei encontramos o princípio da semeadura e da colheita. Se dou, recebo muito mais. Temos que ser francos ao afirmar que não é sensato só escolhermos aquilo que nos agrada no Antigo Testamento e anularmos as outras ordenanças e estatutos. Se entendemos o dízimo como benção, por que não observamos e buscamos outras leis que abençoam nossa saúde, nossa vida familiar, nossa vida profissional, sentimental, o relacionamento com nosso próximo e tantas e tantas outras leis que foram criadas com o propósito de nos abençoar? Os crentes não devem se esquecer que em Cristo foram enxertados na Oliveira que é o Israel salvo de Deus. Assim, como enxertados eles podem livremente participar de todas as bênçãos e promessas dadas por Deus ao povo de Israel. Paulo diz que os gentios podem participar da mesma seiva da oliveira ( Rm 11;17)

Paulo diz claramente em sua carta aos Romanos evidentemente para os crentes romanos: ...”De modo que a lei é santa, e o mandamento é justo e bom...”( Rm 7:12)

No livro de Provérbios está escrito: “ Filho meu, atenta para as minhas palavras, aos meus ensinamentos inclina os ouvidos, não os deixe aparta-se dos teus olhos, guarda-os no mais íntimo do teu coração, porque são vida para quem os acha e saúde, para o corpo”.(Pv 4:20-22). Onde estão os ensinamentos e as palavras ditas no livro de Provérbios? Na lei. A lei nos traz saúde para nosso corpo. Ela nos ensina a controlar, por exemplo, a alimentação para nos dar melhor qualidade de vida, como já dito anteriormente.

Pv. 28:7 diz: “O que guarda a lei é filho prudente, mas o companheiro de libertinos (comilões) envergonha a seu pai.” É falta de sabedoria comer de modo desenfreado. Pv. 29:18b : “ o que guarda a lei é bem aventurado”. Se sigo o que D’us ordena sou muito mais que feliz e preservo ainda mais a graça de crer em Yeshua.

Tudo isto com um objetivo claro: tornar o homem perfeito e perfeitamente capacitado para toda boa obra. Esse é o padrão de D’us para nossas vidas.

Pv. 28:9 diz: “o que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até sua oração será abominável”. O atender a lei de D’us nos faz aptos a ter a oração respondida.

Percebemos pelo curso dos acontecimentos que a igreja de Yeshua, espalhada pelas diversas denominações, deve voltar para o estudo da Torá que quer dizer instrução, ensino da Palavra, da Lei de D’us.

Evidentemente, dispensamos comentários quanto às leis sacrificiais que o próprio Yeshua cumpriu morrendo na cruz como sacrifício vivo por nós, e também de certas leis circunstanciais ou específicas que valeram somente para aquela época de travessia no deserto, como por exemplo: certas regras quanto à higiene, alimentos perecíveis, pois não havia sabonetes e nem geladeiras ou freezers. Mas, as leis morais, éticas, familiares e de qualidade de vida, por exemplo, estão mais do que vivas e válidas para os dias de hoje.

Mais uma vez vamos frisar: a lei em si não salva, a salvação é pela graça, mas a lei me capacita a viver no padrão de Deus, mostrando a todos os limites e delimitações até onde podemos chegar dentro da justiça e misericórdia de Deus.

Que o Eterno nos abra a cada dia a visão e o entendimento para examinarmos as Escrituras !!!


"Nele que cumpriu a lei e nos proporciona a graça"

Ev. Anderson Araújo.

Fonte de Pesquisa: Estudos bíblicos Café Torah (Judaísmo Messiânico).

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Nação Escolhida por Deus.




ISRAEL

Seu nome significa 'venceu com (Yisrah) D'us (El)', em hebraico. Israel é também o segundo nome do patriarca Jacó, cujos descendentes, na tradição hebraica, são chamados bnei Yisra'el, 'filhos de Israel'.O registro histórico mais antigo que se conhece sobre o nome Israel está mencionado na Estela de Merneptah (num poema dedicado ao faraó Merneptah), em que o nome é associado a um povo, mas não a uma localização geográfica. Ao que se sabe, o Povo de Israel surgiu de grupos nômades que habitavam a Mesopotâmia há cerca de cinco mil anos.
No fim do século XVII a.C., este povo foi atacado e escravizado pelos egípcios. Após o fim do cativeiro no Egito, os hebreus vagaram pela região da Península do Sinai até que reconquistaram, sob o comando do rei Saul, uma parte de seu território original, as terras de Canaã, por volta de 1029 a.C.. Saul foi sucedido por David, em torno do ano 1000 a.C., que expandiu o território de Israel e conquistou a cidade de Jerusalém, onde instalou a capital do seu reino. Israel alcançou seu apogeu durante o reinado de Salomão, entre os anos 966 a.C. e 926 a.C.. Porém, pouco depois do fim do reinado de Salomão, Israel foi dividido em dois: a Norte, o Reino das Dez Tribos, também chamado de Reino de Israel, e ao Sul, o Reino das Duas Tribos, também chamado de Reino de Judá, cuja capital ficou sendo Jerusalém - do nome Judá nasceram as denominações: judeu e judaísmo. Entretanto, o território dos judeus foi sendo conquistado e influenciado por diversas potências de sua época, entre elas: assírios, persas, gregos, selêucidas e romanos.
Em 586 a.C. o imperador Nabucodonosor invadiu Jerusalém e obrigou os israelitas ao exílio. Levados à força para a Babilônia, os prisioneiros de Judá e Israel passaram cerca de 50 anos como escravos sob o domínio dos babilônios. O fim do Primeiro Êxodo possibilitou a volta dos israelitas a Jerusalém, que foi reconstruída. Mais tarde, os romanos invadiram e dominaram a região e estabeleceram que o reino judeu seria seu protetorado. A primeira grande revolta contra o domínio romano e sua intromissão nos assuntos religiosos se iniciou no ano 66 e durou até 70 d.C., quando o general Tito invadiu a região e destruiu Jerusalém e o seu Templo. A região então foi transformada em província romana e batizada com o nome de Provincia Judaea. A segunda e última rebelião contra os romanos foi a Revolta de Bar Kochba. A rebelião foi esmagada pelo imperador Adriano em 135 d.C. e os judeus sobreviventes foram feitos escravos e expulsos de sua terra, na chamada 'diáspora'. Naquele mesmo ano, Adriano rebatizou a Provincia Judaea para Provincia Siria Palaestina, um nome grego derivado de 'Filistéia' como tentativa de desligar a terra de seu passado judaico. A Mishná e o Talmude Yerushalmi (dois dos textos sagrados judaicos mais importantes) foram escritos na região neste período.
Depois dos romanos os bizantinos e posteriormente os muçulmanos conquistaram a Palestina em 638. Seu território foi controlado por diferentes Estados muçulmanos ao longo dos séculos (à exceção do controle dos cristãos cruzados, no Século XI) até fazer parte do Império Otomano, entre 1517 e 1917. O sionismo (termo derivado de Sion, nome de uma colina da antiga Jerusalém), surgiu na Europa em meados do século XVII. Inicialmente de caráter religioso, pregava a volta dos judeus à Terra de Israel, como forma de se proteger sua religião e cultura ancestral. Entre os séculos XIII e XIX o número de judeus que fizeram aliá (ato de um judeu imigrar para a Terra Santa) foi constante e sempre crescente, estimulado por periódicos surgimentos de crenças messiânicas e de perseguições anti-judaicas. Estas perseguições tinham quase sempre um caráter político-religioso. Os judeus que retornaram à Palestina se estabeleceram principalmente em Jerusalém, mas também desenvolveram significativos centros em outras cidades nos arredores. Os judeus já eram a maioria da população de Jerusalém no ano de 1844, convivendo com muçulmanos, cristãos, armênios, gregos e outras minorias, sob o domínio turco-otomano. A estes migrantes religiosos foram se juntar os primeiros migrantes seculares a partir da segunda metade do século. Eram em geral judeus da Europa Central e adeptos de ideologias socialistas. Porém, o sionismo moderno - fundado por Theodor Herzl, a partir de 1896 - aos poucos foi ganhando peso entre os judeus de outras partes do mundo. Começaram então novas ondas de imigrações judaicas para a província palestina, com os que lá chegavam adquirindo terras dos árabes e estabelecendo colônias e fazendas coletivas (Kibutsim).
A escolha da causa sionista pelo território da então província palestina derivava de todo o significado cultural e histórico que a antiga Israel bíblica possuía para o povo judeu. Os sionistas defendiam a criação de um estado judaico em todo o território original de Israel, o que incluiria hoje a atual Jordânia, embora propostas de cessão de territórios na Patagônia, no Chipre e em Uganda tenham sido estudadas.Ao término da Segunda Guerra Mundial, com a Europa destruída e os sentimentos anti-semitas ainda exaltados, milhões de judeus de todo o mundo se uniram aos sionistas na Palestina. Mas a política de restrição à imigração judaica foi mantida pelo Mandato Britânico. Como forma de burlar as determinações inglesas, grupos militantes judaicos sionistas procuravam infiltrar clandestinamente o maior número possível de refugiados judeus na Palestina. Enquanto isso, retomavam os ataques contra alvos britânicos e repeliam ações violentas dos nacionalistas árabes. Como as pressões foram se avolumando, a Grã-Bretanha decidiu abrir mão da administração da Palestina e entregou a administração da região à Organização das Nações Unidas (ONU).O aumento dos conflitos entre judeus, ingleses e árabes forçou a reunião da Assembléia Geral da ONU, realizada em 29 de novembro de 1947 e presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha, que decidiu pela divisão da Palestina Britânica em dois estados, um judeu e outro árabe, que deveriam formar uma união econômica e aduaneira. A decisão foi aceita pela maioria das lideranças sionistas, embora tenha recebido críticas de outras organizações, por não permitir o estabelecimento do estado judeu em toda a Palestina. Mas a Liga Árabe não aceitou o plano de partilha. Eclodiu então um conflito armado entre judeus e árabes.
Em 14 de maio de 1948, algumas horas antes do término do mandato britânico sobre a Palestina, David Ben Gurion assinou a Declaração de Independência do Estado de Israel. Em janeiro de 1949, Israel realizou suas primeiras eleições parlamentares e aprovou leis para assegurar o controle educacional, além do direito de retorno ao país para todos os judeus. No período entre a Declaração de Independência e a Guerra de Independência, Israel recebeu cerca de 850 mil imigrantes, em especial sobreviventes de guerra e judeus oriundos dos países árabes (Sefaraditas e Mizrahim). A Guerra dos Seis Dias (de 5 a 10 de junho de 1967) gerou uma onda de anti-judaísmo nos países sob a esfera de influência soviética. Os judeus da União Soviética eram proibidos de deixar o país, mas a partir de 1969 a reivindicação dos judeus soviéticos pelo direito a imigração possibilitou um ligeiro incremento no número destes em Israel. Na Polônia, em 1967, mais de cinco mil judeus imigraram. Até 1973, ano da Guerra do Yom Kippur, 260 mil judeus desembarcaram em Israel, a maioria de países socialistas. Atualmente Israel vive um intenso conflito armado contra seus vizinhos árabes, e mesmo assim sua economia floresce.

(extraído de http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php)

Soli Deo Glória;

Ev. Anderson Araujo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Divulgação da 2º obra literária do Pr. Marcello Oliveira.


O Blog Penitude da Graça tem o enorme prazer de reproduzir o Lançamento do tão

esperado livro "ELE MORREU PARA QUE NÓS VIVÊSSEMOS", do mesmo

autor do livro "MENSAGENS QUE TRANFORMAM", o meu nobre amigo Pr.

Marcello Oliveira que nos traz uma proposta de abençoar a vida dos

amantes das Escrituras Sagradas mostrando-lhes os firmes propósitos da cruz, e

também mostrar para aqueles que ainda não conhecem Jesus, o valor supremo da

obra do Calvário. Portanto, este livro é uma excelente ferramenta de(evangelização)

para alcançarmos os perdidos.

Quem estiver interessado em adquirir esta obra, poderá entrar em contato pelo email:

evmarcello.olliver@gmail.com

PS - O Blog Plenitude da Graça estará em breve anunciando mais detalhes sobre este livro, mediante informações do próprio autor.

Nele, que foi crucificado para que nós estivessemos livre....

Ev. Anderson Araújo.